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#Pretoguês

Atualizado: 20 de Fev de 2019

Em 2003, a amiga Ana Maria Felippe cria o site: www.leliagonzalez.org.br Acervo Memorial Lélia Gonzalez – FONTE: http://www.projetomemoria.art.br/leliaGonzalez/

No mês da História Negra elegemos falar de Lélia Gonzales, grande intelectual e feminista, e o seu pretoguês.

Para Lélia Gonzalez, o português falado no Brasil seria muito melhor identificado com suas raízes, se o nomeássemos como pretoguês, identificando, assim, a força da herança linguística das línguas africanas no português falado no território brasileiro.

“É engraçado como eles gozam a gente quando a gente diz que é Framengo. Chamam a gente de ignorante dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram que a presença desse r no lugar do l, nada mais é que a marca linguística de um idioma africano, no qual o l inexiste. Afinal, quem é o ignorante? Ao mesmo tempo, acham o maior barato a fala dita brasileira, que corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa você em cê, o está em tá e por aí afora. Não sacam que estão falando pretuguês”. (GONZALEZ, Lélia, 1984, p.238)
Por Rita Spíndola

Referências:

GONZALEZ, Lélia “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984.

TOLENTINO, Joana “Descolonização, filosofia e ensino: compartilhando vozes de filósofas latino-americanas”, Anais Eletrônicos do Congresso Epistemologias do Sul, v. 2, n. 1, 2018.

https://asminanahistoria.wordpress.com/2018/04/15/lelia-gonzalez-e-o-pretogues/



fonte: arquivo pessoal




Rita Spíndola

Professora feminista, Psicopedagoga e Mestra em Educação

Diretora do Centro de Estudos Frida Kahlo

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