• C.E.F.K.

Princesa dos escravos? Precisamos rever esta expressão/nomeação histórica.


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Quando eu era menina, me lembro que ao estudar história, havia uma veneração em relação à princesa Isabel. Não nos foi ensinado a refletir como ficaram aqueles que saíram de suas terras injustiçados e obrigados a viverem em condições desumanas em outro país. Muito menos ouvi falar de Dandara, Teresa de Benguela ou de Maria Filipa de Oliveira, mulheres que em seu tempo lutaram pela liberdade de seu povo. O texto de Simone Freire no site Alma  Preta desta semana, nos remete a seguinte reflexão: - quando foi promulgada a Lei Áurea, aconteceu a marginalização do negro do Brasil. Eles foram deixados de lado em relação a muita coisa, principalmente quando se fala na economia. Essa população continua marginalizada até hoje. A maior parte dos negros mora em favelas, sem emprego, nas prisões e não tem acesso à educação. Ainda no Brasil a população negra é vítima sistemática da ideologia racista. Depois da libertação, poucas medidas para inserir a população negra na sociedade foram implementadas. Logo, essa parcela da população ficou condenada a uma realidade socioeconômica que perpetuou a escravidão com um cenário diferente: a desigualdade social. A abolição da escravidão, no entanto, foi o desfecho de um processo longo que perpetua em pleno século XXI.

Referência: https://almapreta.com/editorias/o-quilombo/homenagear-princesa-isabel-e-lei-aurea-apaga-a-historia-de-luta-da-populacao-negra-no-brasil


Arquivo pessoal





Aline Spíndola


Professora feminista de Português, Literatura e Redação.

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