• C.E.F.K.

VISIBILIDADE COMO EXPRESSÃO DO ORGULHO E REIVINDICAÇÃO


Bandeira do movimento lésbico

Agosto é o mês da visibilidade lésbica. Em 19/08 é comemorado o Dia do Orgulho Lésbico, em referência ao protesto e Manifesto em Defesa das Mulheres Lésbicas, ocorridos em 1983 na cidade de São Paulo. Já dia 29/08 é celebrado o dia Nacional da Visibilidade Lésbica, data estabelecida no 1º Seminário Nacional de Lésbicas - Senale, ocorrido em 29 de agosto de 1996.

Importante ressaltar a campanha do movimento lésbico, dentro da comunidade LGBT+, para visibilidade, reconhecimento e reivindicação de direitos específicos vivenciados por mulheres lésbicas.

Algumas reivindicações são específicas do movimento lésbico, pela intersecção de opressões sofridas, necessitando de atenção para seu enfrentamento. Trazemos como exemplo os dados produzidos no Dossiê sobre lesbocídio no Brasil, realizado pela agência Patrícia Galvão:

O estudo das formas de violência e a possibilidade de tipificá-las demonstra a necessidade de uma atenção especial do Estado para com as mulheres devido à constatação de um problema social crônico de privação de direitos civis às mulheres vítimas de violência e da multiplicidade de opressões. As formas de violência contra as lésbicas não costumam ser tratadas com a seriedade necessária, o direito das vítimas por justiça e por memória que lhes é negado. As investigações sobre os casos não costumam ser consistentes, os dados disponíveis costumam estar incompletos e há um profundo descaso em todas as esferas para com estas mortes. Tal panorama dificulta e em muitos casos impossibilita o registro e o acompanhamento dos casos assim como o inviabiliza a homenagem às memórias das lésbicas mortas. (pág. 18/19)


Não podemos deixar de mencionar o caso ocorrido em nossa cidade, no ano de 2016, de nítido teor racista e lesbofóbico, no qual Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, foi espancada por policiais ao se recusar ser revistada por homens. Em decorrência da agressão, faleceu dias depois. A indignação foi tamanha que surgiu o coletivo “Nem uma Luana a Menos” que acompanha o desenrolar judicial evitando um apagamento dos fatos.

E, em meio a tanta violência que ainda vivenciamos, é necessário para manter a esperança reproduzir aqui as palavras de Louie Ponto, ditas no vídeo “Representatividade lésbica e referências positivas”, disponível no Youtube: “A gente ainda vive numa sociedade extremamente LGBTfóbica e não é essa representatividade simbólica que vai mudar isso, mas referências positivas podem mudar vidas individualmente (...) até porque existir e ser feliz, nesse contexto, são atitudes transgressoras (...)”.

Referências:

https://senale.wordpress.com/historia/

https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/fontes-e-pesquisas/wp-content/uploads/sites/3/2018/04/Dossi%C3%AA-sobre-lesboc%C3%ADdio-no-Brasil.pdf

https://www.youtube.com/watch?v=8yF-Zc-Id6M

https://ponte.org/a-historia-de-luana-mae-negra-pobre-e-lesbica-ela-morreu-apos-ser-espancada-por-tres-pms/

https://www.youtube.com/watch?v=5xZOvawjWDI

https://www.instagram.com/p/B1WerKLD0jv/

Arquivo pessoal

Cristiane Duarte



Advogada feminista, atuante na área de direito de família e na defesa dos direitos das mulheres.

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